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Trabalhadores da Fiocruz fazem Ato contra cortes na Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia

07/06/2018

Entoando “Fiocruz na luta com o povo, na luta pelo SUS”, os trabalhadores da Fundação caminharam, da portaria da Avenida Brasil até o Castelo, para encerrar o Ato público contra os constantes cortes no orçamento da Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia - na última sexta-feira (01/06), o governo Federal publicou Medida Provisória que retira R$ 5,2 milhões do orçamento da Fiocruz.

A manifestação, aprovada em Assembleia Geral da Asfoc-SN e incorporada também pelo Fórum do Rio como atividade do Dia Nacional de Luta dos servidores públicos federais, se iniciou na manhã desta quinta (07/06) com uma panfletagem nas entradas da Fiocruz. Seguiu para a pista junto à Avenida Brasil, mas sem atrapalhar o trânsito, ganhando apoio de pedestres e motoristas.

Desde cedo, os trabalhadores, indignados com o desmonte do Estado brasileiro, se revezaram ao microfone da Kombi do Sindicato. “Estamos aqui expressando nosso descontentamento contra esse governo que cada vez mais ataca os direitos. Os trabalhadores da Fiocruz não irão se calar. Estamos em todas as trincheiras, junto a outras entidades representativas dos servidores, na luta pela revogação da Emenda Constitucional 95 que congela o orçamento público e o investimento em serviços básicos como Saúde e Educação por 20 anos”, frisou Paulo Garrido, presidente da Asfoc-SN.

Presente à manifestação, a presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), Lúcia Souto, também criticou o governo. “Temos hoje um país voltado para menos de 1% das pessoas, aumentando de forma absurda as desigualdades. Esse corte que hoje estamos tendo, tanto na Fiocruz como em outras instituições de Saúde e Educação, tem como objetivo fazer com que o Brasil volte a ser colônia, que perca o protagonismo internacional que teve outrora. Temos que protestar”.

Trabalhadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Movimento de Lutas de Classes, da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior (Fasubra), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre outras entidades, também estiveram presentes ao Ato. “Estamos aqui juntos, até porque essa luta não é só da Fiocruz, é de todos os trabalhadores, usuários dos serviços públicos, e de todos os cidadãos desse país. Vamos continuar o quanto for possível na resistência contra esse governo golpista. São cortes na Saúde, Educação e direitos sociais, por isso não vamos descansar”, afirmou Joana de Angelis, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ (Sintufrj).

No fim do Ato, na frente do Castelo, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, também fez questão de falar aos trabalhadores. “Temos um problema de orçamento desde o bloqueio de fevereiro, mas temos trabalhado para manter a Instituição unida. Neste ano, enfrentamos surtos da febre amarela e a Fiocruz respondeu. Cortar investimentos como esse é uma temeridade contra a nação”.

Dia de Luta em Brasília e nos estados - A Asfoc-SN, junto com as demais entidades sindicais representativas, também esteve presente hoje de manhã em ato na capital Federal, para exigir a abertura imediata das negociações com o governo e cobrar resposta à pauta geral dos servidores públicos federais.

Em frente ao Ministério do Planejamento, a vice-presidente do Sindicato, Mychelle Alves, ressaltou a importância da revogação da Emenda Constitucional 95 (que congela os investimentos na Saúde e na Educação por 20 anos), do cumprimento do acordo com a implementação do Reconhecimento de Resultado de Aprendizagem (RRA) e lembrou a pendência na convocação dos aprovados do concurso da Fiocruz de 2016.

Ela afirmou que “é um absurdo o governo não dialogar com os trabalhadores sobre a pauta protocolada em fevereiro, e sem qualquer retorno até o momento”.

A diretora secretária Geral da Asfoc, Luciana Lindenmeyer, também participa e acompanha as agendas da Articulação Nacional das Carreiras Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (Arca) e do Grupo de Trabalho e Mobilização do Movimento da Reforma Sanitária Brasileira.

Durante a manifestação, que também contou com a participação do coordenador Geral de Brasília, Clodoaldo Rodrigues, foi colocado ainda o repúdio contra os cortes anunciados na Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia.

Houve ainda manifestações dos trabalhadores da Fiocruz em Pernambuco, Rondônia, Minas Gerais, Amazonas, Bahia e Ceará.

Reunião Fonasefe/Fonacate – Em reunião ontem (06/06) dos fóruns nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe)/Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), integrado pala Asfoc-SN, foram consensuados os seguintes encaminhamentos: na próxima terça-feira (12/06), haverá reunião dos coletivos jurídicos do Fonasefe/Fonacate para debater o processo de data-base previsto para ser votado no Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 20 de junho, além de discussão dos Projetos de Lei do senador Hélio José (PROS/DF). O assessor jurídico do Sindicato, Fábio Kruger, esteve presente.

De 18 a 20 também foi indicado uma Jornada de Luta em defesa dos serviços públicos e pela revogação da EC 95, com debates sobre as privatizações e luta pelo atendimento à pauta de reivindicações dos servidores.

Clique aqui para ver algumas fotos do Dia Nacional de Luta.

 

 

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